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Exalam o perfume que roubam de ti

Numa dessas conversas de cunho filosófico (!) que às vezes tenho com meu pai. Ele estava me explicando porque há pessoas más, falsas e que tentam nos causar sofrimentos.
Tenho certeza, que para um pai este não é o melhor assunto a se explicar para um filho. Afinal, qual é o progenitor que quer ver sua cria sendo atingida por estes tipos de pessoas?
Em sua tentativa de me consolar “as pessoas são assim mesmo, minha filha”. Meu pai me contou sobre Santa Terezinha do Menino Jesus, uma jovem freira que para se tornar santa passou por situações terríveis, provocadas por pessoas de seu conhecimento, que a fizeram sofrer muito e a passar por inúmeras provações dentro e fora do convento em que vivia. Porém, ela oferecia todo seu martírio em sacrifício à gloria de Deus, aliás, seu único e verdadeiro tesouro.
Há muitos relatos de milagres e graças alcançadas por fiéis através de Santa Terezinha.
Enquanto esteve viva ela aceitava todas as provações com serenidade, pois sabia que a justiça “dos céus” seria sua recompensa. E foi!
Após muitos anos de sua morte, duzentos padres e outros tantos curiosos foram ao local onde havia sido enterrado seu corpo. Assim que os pedreiros abriram o túmulo, um fortíssimo cheiro de rosas se exalou pelo local, podendo ser sentido por todas as pessoas que lá estavam. Para quem não sabe, a grande marca de Terezinha são as rosas: toda pessoa que receber uma rosa – não importando de quem seja ou de como veio – após ter realizado a novena dela com muita fé, pode ter certeza: este é o sinal de que sua graça foi atendida.
A história de Santa Terezinha carrega consigo muitos mistérios e uma linda lição de amor ao próximo, mesmo que este lhe provoque o mal, de algum modo. Desde quando ouvi esta história linda e verdadeira, me lembro sempre de pedir a Santa Terezinha do Menino Jesus que eu seja uma pessoa melhor e aceite que algumas dificuldades são degraus para que eu alcance uma vida melhor.

Olhar não tira pedaço

De segunda à sexta-feira, vejo uma senhora sentada, sempre, no mesmo lugar, quando estou voltando do meu trabalho. O local é sua varanda de muro baixo, que lhe permite observar a rua e as pessoas que por nela passam.
Está aí, uma arte que admiro, de verdade, a observação. Ela é mil vezes mais sábia do que qualquer comentário, que pode ser facultativo.
Para mim, não tem coisa pior do que gente falante, e, o pior de tudo, inoportuna: que diz bobagens adquiridas e internalizadas ao longo de uma vida regada à tonteiras.
Ah! Essa "eterna falta do que falar" (salve, Cazuza!) me deixa profundamente descrente do ser humano, será que os assuntos interessantes acabaram?.
Têm pessoas, pelo mundo, que as classifico, como risadinha: acham uma graça absurda e irritante da frase mais idiota que já se ouviu alguém dizer.
Há, também, o segundo tipo de pessoas que falam o que não devem, os egocentristas: tipo de espécie que me "dá nos nervos", igualmente a primeira. Oh! povinho que só tem conhecimento do pronome EU. Pelo amor de Deus, EU É QUE NÃO AGÜENTO MAIS!
Se em toda a conclusão devemos dar a solução para o problema apresentado ao longo do texto, nesta, fico um pouco confusa e preocupada por fazê-la. Afinal, vai que eu escrevo alguma bobagem pior do que as eu ouço?
Mas, em todo caso...
Primeiramente, leia, leia muito, se informe e se enriqueça culturalmente. Preencha sua alma, alimente seu espírito, dê condições para que seu cérebro produza sinapses eficientes, para que com elas você consiga transmitir, de uma boa forma, suas idéias.
Contar sobre si é muito bom, especialmente quando estamos felizes, porém tenha moderação, porque para se transformar de uma pessoa radiante a um ser inconveniente, não precisa mais do que um diálogo.
Sejamos, sempre que pudermos, como aquela velhinha do começo do texto: observadora, serena, mas senhora de sua rua.