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Relembrar e viver


Mesmo estando no auge da minha juventude, lembro-me muito bem da infância que tive. Lembro que dormia muito cedo para, no outro dia, acordar e ir à escola.
Nas horas vagas, brincava com amigos, primos, mas gostava mesmo de brincar sozinha. Inventava problemas familiares para a Barbie e sua prole enfrentarem. Histórias fantásticas para viver junto com meus ursinhos de pelúcia. Era tudo tão divertido!
Não tinha receio de falar sozinha, cansar dos brinquedos antigos ou mudar uma história de uma hora para a outra, quando desse vontade. Eu (e, garanto que todas as crianças) não tinha compromisso com a verdade absoluta, aquela verdade que escraviza os sentimentos da gente. Quando queria ou não queria uma situação, fazia de TUDO para que minha vontade fosse realizada. Eu gostava de comer verduras e não queria bonecas caras, mas lutava por meus pequenos ideais. Nem que fosse comer bolacha recheada antes do almoço.
Às vezes, bate uma saudade danada daquela época de pequenez. A vida era menos agitada, as horas passavam devagar e me deixavam aproveitar a tarde toda para andar de bicicleta. Não precisava me preocupar com o horário dos poucos compromissos que tinha, pois sempre alguém fazia isto por mim. Tenho certeza, que durante toda minha fase de criança, nunca precisei me importar com datas de vencimentos, preço do arroz ou aquecimento global.
É, realmente, minha vida hoje é mais agitada. Mas nem por isso, menos gostosa.

Pro dia nascer feliz


Aquela seria mais uma saída noturna, com horário combinado para chegarem ao local já conhecido. A banda agradaria a ambos, e o ambiente estaria favorável para colocarem as novidades em dia.
Entraram, escolheram o lugar, sentaram, conversaram, discutiram, beijaram e cantaram. Tudo normal, eram situações previsíveis. Talvez, o problema tenha sido esta previsibilidade . Talvez estivesse faltando um tempero à noite: algo doce que os completasse, que desse liga à massa amorosa.
Mesmo com dúvidas de qual seria a tal substância fermentada que tornaria a noite mais feliz, resolveram aproveitar e curtir a banda mais de perto, talvez de um outro ângulo. Se aconchegaram numa posição perfeita. Dava para ver o palco, as pessoas e o anjo.
Sim, era um anjo de verdade! Porém, um pouquinho diferente daqueles que conhecemos por imagens sacras. Este, era um anjo noturno, vestido de preto, semblante pouco amigável, mas de coração generoso.
Logo de cara, percebendo que o casal estava ignorando a juventude que lhes pertencia, afogando-a em água suja. Entrou em ação. Como todo bom anjo, tinha seus poderes celestiais, perfeitos para criar um alento mágico, que os fizesse o jovem casal transbordar bons sentimentos.
Acreditando no bem que faria aos jovens e ao amor, os ofereceu o mel puro, a água doce, a bebida dos deuses. E então, a magia se realizou! Recobrando a felicidade dos corações apaixonados, que hoje, já sabem onde recorrer, caso alguma amargura da vida dominá-los novamente.
A noite, então, tornou-se perfeita para os dois, tiveram tempo para desfrutarem daquele bom lugar e do bom som. Agradeceram a Deus, por terem tido a oportunidade única de vivenciar aquele momento divino.
Voltaram para casa contentes, amorosos e com vontade imensa de cantar: "O mundo inteiro acordar, e a gente dormir. Dormir!".

PRIMOGÊNITO

Sei que ter criatividade é para poucos. São raras as pessoas que têm (verdadeiramente) o talento para realizar algumas coisas. Escrever é uma delas! Pelo fato de ser para poucos, existe tanto preconceito em relação a desenvoltura textual de muitas pessoas que possuem um blog, os chamados BLOGUEIROS. Mas, cá entre nós, leva um tempo para um iniciante, neste ramo virtual, ser considerando um verdadeiro blogueiro, com leitores e comentaristas assíduos. Para mim, e para outro tanto de pessoas, com seus blogs recém-nascidos, o primeiro, o segundo, o terceiro... post são inexperientes tiros no escuro, sem muito chance de acertos.
Há muito talento "escondido" nas páginas de um blog. Temas e assuntos são escritos de formas originais, mexendo em algo escondido dentro de que lê. No meu caso, tocou o mais íntimo e aguçado sentimento da vontade: escrever e ver acontecer.
Entre tantos desafios e descobertas, sinto-me feliz por dar o primeiro passo, perdido, porém confiante, neste espacinho de idéias e palavras, chamado: blog da Maira.