RSS

Relembrar e viver


Mesmo estando no auge da minha juventude, lembro-me muito bem da infância que tive. Lembro que dormia muito cedo para, no outro dia, acordar e ir à escola.
Nas horas vagas, brincava com amigos, primos, mas gostava mesmo de brincar sozinha. Inventava problemas familiares para a Barbie e sua prole enfrentarem. Histórias fantásticas para viver junto com meus ursinhos de pelúcia. Era tudo tão divertido!
Não tinha receio de falar sozinha, cansar dos brinquedos antigos ou mudar uma história de uma hora para a outra, quando desse vontade. Eu (e, garanto que todas as crianças) não tinha compromisso com a verdade absoluta, aquela verdade que escraviza os sentimentos da gente. Quando queria ou não queria uma situação, fazia de TUDO para que minha vontade fosse realizada. Eu gostava de comer verduras e não queria bonecas caras, mas lutava por meus pequenos ideais. Nem que fosse comer bolacha recheada antes do almoço.
Às vezes, bate uma saudade danada daquela época de pequenez. A vida era menos agitada, as horas passavam devagar e me deixavam aproveitar a tarde toda para andar de bicicleta. Não precisava me preocupar com o horário dos poucos compromissos que tinha, pois sempre alguém fazia isto por mim. Tenho certeza, que durante toda minha fase de criança, nunca precisei me importar com datas de vencimentos, preço do arroz ou aquecimento global.
É, realmente, minha vida hoje é mais agitada. Mas nem por isso, menos gostosa.

1 comentários:

Jorge Martins disse...

É irmão, eu sinto saudades...

Postar um comentário

EXPRIMA-SE