Ela fala por mim
“(...) E aquele que passou anos construindo a imagem do bom caráter de carteirinha pode fazer você levar a vida inteira na dúvida, sem ter coragem de encarar a verdade: que se trata apenas de um crápula.
A tal imagem ilude muita gente, que durante anos pensa que o personagem é defensor das boas causas, dos fracos e oprimidos, e sempre politicamente correto – faz parte do modelo, claro. Incapaz de encarar uma briga de frente, ele não consegue nem ter inimigos, pois, como ser humano, não passa de uma fraude – e de um covarde.
Está sempre atrás de alguma vantagem – alguma pequena vantagem – e frequentemente comete traições – pequenas traições que dificilmente poderão ser comprovadas. E se alguém ousar acusá-lo de alguma coisa, sempre haverá alguém para defendê-lo – afinal, de uma pessoa com um passado tão correto, só um louco ousaria dizer alguma coisa.
Suas maldades e falhas de caráter nunca são grandiosas, porque nada nele é grandioso. Suas maldades são pequenas, porque tudo o que ele faz é pequeno; pequeno como sua pessoa, como sua alma. Mas, às vezes, se tem como conviver com gente assim – como fazer?
Se for seu caso, não faça nenhum tipo de concessão. Cometa um assassinato, internamente, e esqueça de que ela existe – mas esqueça mesmo. Porém atenção: é importante que ela saiba que você sabe perfeitamente quem ela é.
Fique cego quando passar por ele, e se alguém mencionar seu nome, não ouça; esqueça das mesquinharias de que é capaz um pobre ser humano.
E valorize seus inimigos, os bons. Eles estão sempre dispostos a liquidar com você, mas sempre com a maior lealdade”.
Como diz o título do post, ela fala por mim: encontrei alguém se expressando da forma que eu gostaria de me expressar. O artigo inteiro é muito bom, porém este final é memorável. A Danuza atingiu o inatingível com suas palavras.
P.S: Ela sempre escreve aos domingos, na Folha de S. Paulo. Vale a pena ler!
Escolha o caminho certo
Saber o que o futuro me reserva, o que as pessoas esperam de mim e quais são as barreiras ou desafios que devo enfrentar para alcançar o sucesso desejado; é a incógnita que move não só a minha, mas a vida de muitos jovens, que, numa situação parecida, têm que tomar decisões a longo prazo, envolvendo uma parte tão delicada quanto é a carreira profissional.
Não encaro como impossível a realização desse ato, mas sinto que é massacrante para um jovem, na maioria das vezes inexperientes, ter que decidir seu futuro profissional tendo bases incompletas, como o ensino superior inacabado ou estar trabalhando em outra área que não seja a sua de formação.
Se o mundo é competitivo e as portas do mercado de trabalho nem sempre estão abertas, é justo que o quanto mais rápido, o futuro profissional deva ter convicção de sua vocação. Afinal, a corrida empregatícia é árdua.
Porém, como dizem por aí, é impossível tirar leite de pedra. Não adianta o jovem profissional ser inserido às pressas em um mundo incompatível a sua vontade. Ter habilidade não significa querer fazer para sempre. O futuro parece distante, mas fica mais perto quando nos imaginamos nele, fazendo o que gostamos.
Sentir-se pressionado pode nos ajudar (falo nós, porque estou passando por isso) a tomar uma decisão mais sábia e mais ágil. Para que também sirva de experiência nas decisões futuras: aquelas que tomaremos quando exercermos a nossa bem pensada e escolhida profissão!
Esqueci!
A vida não é fácil, os dias passam rápido, os compromissos aumentam, o trabalho me exige mais e, quanto tempo tenho, é o que me pergunto toda vez que alguém me lembra de algo/alguma coisa que esqueci. Admito minha falta de memória aguda. Sei que esqueço facilmente até o nome da minha mãe. Luto contra, mas é difícil de me lembrar das coisas. São sempre datas marcadas e não lembradas, livros lidos e esquecidos, compromissos pessoais olvidados. Definitivamente, tenho memória de galinha morta.
Mas tudo isso tem solução, (dizem que aqueles treinamentos para memória funcionam). Oxalá me lembrarei até das pequenas coisas!
O que me deixa assustada é essa velocidade com que o tempo passa. Lembro-me do que comi na ceia do Reveillon, e já estamos em junho. (Há certa contradição dessa frase para comigo, não é?). Iniciei a faculdade, me parece, que outro dia e no ano que vem estarei formada. A efemeridade do tempo assusta até os mais incrédulos ou cabeças-duras.
Será que isso quer nos dizer alguma coisa? Não sei, mas tenho medo...
(A mais recente sabotagem feita pela minha memória: Imprimi, no serviço, um trabalho que era para entregar hoje, e esqueci lá). PQP!
Felicidade não tem cor
“Não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito”, roubei esta frase do orkut de uma amiga, não sei a onde que ela a descobriu, mas, no momento, é perfeita para mim. (Sei que para você também, Thaís!).
Fico pensando, e acho demais o modo como as situações acontecem em minha vida. Por isso, realmente, ser feliz me consome muito. Não ter tempo para mais nada se torna um mero detalhe, quando, na verdade eu faço coisas demais. Ando pensando em criar até um Twitter. Agindo assim, podem pensar que estou em dia com o blog e, por isso, sobra tempo e ideias para criar um miniblog. (Às vezes me surpreendo...).
Nem estou a fim de ficar escrevendo que a vida é bela e tralálá, mas do último post (super hard core) para este, me sinto diferente em relação ao mundo e a mim.
As coisas não se tornaram mais fáceis ou menos complicados. Simplesmente, eu modifiquei meu olhar sobre elas. Sinto que estou conseguindo ser eu mesma, fazer o que gosto e não ter medo/vergonha/receio disso tudo. Quero continuar sendo protagonista/exibida/e feliz.
=)
A tal da crise
Sinto lhe informar, mas dou valor somente ao que me diz respeito. Não tenho tempo para conversas, não sinto vontade de festas, mas quando tudo isto me falta, mudo totalmente de opinião, sem receios.
Quando me abato por pouco ou não dou a mínima por tudo, a escolha é minha. Se gosto ou desgosto, certamente, o problema é meu.
Inveja é adjetivo que não tenho. Torço muito e faço de tudo para agradar as pessoas que gosto, porém a única felicidade que quero sentir é a minha.
Vivo minha vida, às vezes intensamente e outras como uma velha que está prestes a morrer. E é assim que eu gosto de ser!
Se há tom agressivo neste texto, estou (re)aprendendo a viver. Não vou me redimir, quem sabe um dia...
Rumo ao TERCEIRO!!!
Para fazer Letras, tenho, sempre, antes de entrar na classe, que tomar uma pílula contra a inibição.
Falo com certa nostalgia sobre minha vida universitária, mas se você descobrir que faltam dois anos para que ela se encerre, talvez desista de continuar lendo meu post. Só irá me compreender, quem viva ou já viveu momentos inesquecíveis como os que tenho vivenciado.
Não me importa se às vezes estudo muuuuito e tiro uma nota baixa; fazer faculdade é o melhor presente que posso me dar. Aliás, dinheiro algum paga uma vírgula de todas as emoções que registrei aqui.

